domingo, 31 de janeiro de 2010

Objetivos de desempenho da produção


Por: Bráulio Wilker

Toda organização precisa ter objetivos de desempenho de produção claramente definidos não só para nortear a empresa, mas também para permitir o monitoramento e controle completo dos processos produtivos com o fito de aprimorar e atingir os resultados pretendidos. A importância do estudo dos objetivos de produção reside em duas questões:

1. O que esperar da produção dentro das organizações?

2. Quais são os indicadores de performance específicos para a avaliação da produção quanto aos seus objetivos estratégicos?

É impossível saber o quão bem-sucedida é uma operação quando não há clara especificação dos objetivos de desempenho aos quais se mede o sucesso da operação.

A FUNÇÃO PRODUÇÃO

A função produção relaciona-se diretamente com os objetivos estratégicos da organização. Basicamente, três razões justificam a existência da função produção nas empresas: ela operacionaliza as estratégias empresariais; serve de apoio as estratégias; impulsiona as estratégias.

1. OPERACIONALIZAR AS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS: A função produção é que coloca as estratégias empresariais em prática. Por exemplo, uma loja possui a estratégia de aumentar o número de clientes em 50% em seis meses. É a função de produção que busca colocar em prática essa estratégia. É a produção de marketing quem precisa atrair os clientes com promoções e preço adequado. A produção de recursos humanos precisa treinar os colaboradores para atingir o resultado esperado. A função produção terá que supervisionar as instalações da loja, seu arranjo físico, bem como a qualidade, disponibilidade dos produtos a venda. Fica claro, portanto, que as melhores estratégias podem ser inúteis se a função de produção for ineficaz.

2. APOIO AS ESTRATÉGIAS: fornece as condições necessárias para que a organização atinja seus objetivos estratégicos.

3. IMPULSIONA AS ESTRATÉGIAS: proporciona diferencial competitivo em longo prazo, o que impulsiona a estratégia. Quando a função produção proporciona vantagens nos curto e longo prazo impulsiona a estratégia para que essa se mantenha garantindo competitividade. O contrario também ocorre, quando a função de produção é ineficaz, é quase certa uma mudança de estratégia.


AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO DE PRODUÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

A avaliação da produção passa, necessariamente, pela análise de suas aspirações organizacionais. Fazemos isso pelo Modelo de quatro fases, desenvolvido por professores da Harvard University e da University of Southern California.

FASE 1: Nesta fase a função produção mantem-se neutra ou pode prejudicar as estratégias da empresa. Esta fase é marcada pela neutralidade e pouca adaptação às mudanças nos ambientes interno e externo.

FASE 2: Ocorre inicialmente rompimento com a fase 1 e surge parâmetros de comparação entre a empresa e as organizações similares. Nesse interim a empresa busca se apropriar das melhores práticas das empresas do setor apresentando, portanto, neutralidade externa.

FASE 3: Nessa fase a empresa faz parte do “grupo das melhores” e aspira ser a melhor do mercado. Para isso, busca entender perfeitamente seus concorrentes, e realizar planejamento e controle da produção que minimize os problemas gerando diferencial competitivo. Através de uma estratégia plausível a produção busca o “apoio interno”.

FASE 4: As organizações na fase 4 atribuem a produção como a base de seu diferencial competitivo. Também a estratégia é fortemente alinhada com a produção com influencia mutuas.




OS OBJETIVOS DE DESEMPENHO

No processo produtivo, as operações precisam satisfazer os stakeholders (a sociedade, os fornecedores, os consumidores, os acionistas, os empregados, etc.) com pelo menos cinco objetivos de desempenho básicos para qualquer operação produtiva. São eles: qualidade, rapidez, confiabilidade, flexibilidade e custo.



QUALIDADE

Qualidade é um termo de origem latina (qualitate) e que vem sendo utilizado no ambiente organizacional e no mercado para designar um conjunto de atributos que se refere ao atendimento das necessidades dos clientes e ao padrão de produtos e serviços disponibilizados pelas organizações. Qualidade é, portanto, função dos atributos percebidos pelo individuo:

Onde : a1 ,a2,... an =atributos do produto/serviço.

Atributos da qualidade:

a) O MORAL denota o estado de espírito do trabalhador, considera-se que o colaborador deve estar inserido em um clima de motivação e boa vontade. O moral é o elemento mais importante de uma organização, já que se configura como o alicerce para que os outros elementos possam existir.

b) QUALIDADE INTRÍNSECA refere-se à qualidade dos produtos e serviços da organização. Nas tecnologias os produtos devem estar de acordo com as especificações previstas e dentro dos parâmetros prometidos. Qualidade intrínseca diz respeito às características inerentes às tecnologias e produtos e/ou serviços prometidos aos clientes que os solicitam.

c) ENTREGA. Os clientes esperam que o produto seja entregue na hora certa, no local certo e na quantidade certa.

d) CUSTO. As tecnologias devem propiciar ao cliente o maior custo-benefício possível.

e) SEGURANÇA. Esse elemento deve ser entendido tanto como segurança interna, no processo produtivo, como segurança externa, traduzida como a garantia de segurança aos usuários das tecnologias, produtos e serviços.


A organização somente garantirá sua sobrevivência se aplicar os cinco atributos da qualidade abaixo.

Abaixo algumas vantagens da qualidade:

• Reduz custos: evita erro e consequentemente menor será o tempo dispendido em sua correção;

• Aumenta a confiabilidade



RAPIDEZ

Rapidez é o tempo de espera do consumidor para receber o produto / serviço. A rapidez enriquece a oferta. Quanto mais rápido atendemos as necessidades dos consumidores, maiores serão as chances desse consumidor voltar a comprar o produto / serviço. A rapidez na tomada de decisões, na movimentação de materiais e no fluxo de informações é fundamental para uma resposta rápida aos consumidores. Rapidez é questão de vida ou morte: o serviço de emergência que o diga.

Vantagens da rapidez:

• Reduz os estoques;

• Reduz o risco.



CONFIABILIDADE

Confiabilidade é fazer as coisas a tempo para os consumidores receberem seus produtos/serviços de acordo com o prometido. Consiste em atender as expectativas de uso de um equipamento ou processo. Seus principais indicadores são: nível de atraso dos pedidos, tempo médio entre falhas e disponibilidade de equipamentos.

Vantagens da confiabilidade:

• Economia de tempo: aumentar a confiabilidade implica em redução de erros e, consequentemente, o tempo gasto na reprogramação de serviços ao cliente;

• Economia de dinheiro: a ineficácia no uso do tempo se transforma em custo operacional extra. A reprogramação da produção força a alocação de mão-de-obra, equipamentos e peças para corrigir problemas devido à baixa confiabilidade. Logo, aumentando a confiabilidade, reduzimos custos.

• Geração de estabilidade: se todas as partes que compõem uma operação for confiável não haverá surpresas no processo e teremos alto grau de previsibilidade. A isto damos o nome de estabilidade.



FLEXIBILIDADE

Flexibilidade é a capacidade de alterar as condições de operação em função da demanda. No processo produtivo existem quatro tipos de flexibilidade:

• Flexibilidade de produto/serviço: é a capacidade de produzir novos produtos e/ou serviços.

• Flexibilidade de composto (mix): significa a capacidade de produzir ampla gama de produtos e serviços.

• Flexibilidade de volumes: representa a habilidade de se produzir em diferentes quantidades em função da demanda.

• Flexibilidade de entrega: é a capacidade de alterar a programação da entrega do produto / serviço. Na prática, significa antecipar ou postergar a entrega para atender a solicitação do cliente.

Vantagens da flexibilidade:

• Agiliza a resposta;

• Economiza tempo;

• Mantém confiabilidade.



CUSTO

Produzir muito com pouco é um desafio. Para as empresas que competem em preço, a redução de custos permite oferecer aos clientes seus produtos e serviços a um menor preço. Por conseguinte, o custo mínimo é um objetivo atraente universalmente. Os principais custos de uma organização são:

• Custo de materiais;

• Custo de mão-de-obra;

• Custos de instalações, tecnologia, equipamentos, etc.

Como já vimos os objetivos de produção descritos anteriormente contribuem para a redução dos custos.
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Índices de rentabilidade


Por: Bráulio Wilker

Os índices de rentabilidade se relacionam com o tipo de retorno da empresa, pode ser quanto às vendas, aos seus ativos, ao seu patrimônio líquido, bem como o valor de suas ações. Mostra, portanto, a capacidade de geração de resultados da organização.

Os principais indicadores de rentabilidade são: margem operacional, margem liquida, retorno sobre ativo, giro do ativo e retorno sobre o capital próprio.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Sistema Toyota de Produção

Por: Bráulio Wilker

O Sistema Toyota de Produção ( TPS--Toyota Production Sistem, ou Lean Production ) é uma filosofia de gerenciamento que visa maximizar a performance, flexibilidade e competitividade por meio da redução de desperdícios e, assim aumentar o lucro.


A melhor maneira de aumentar a performance é reduzir as ineficiências de produção. E o sistema Toyota busca incessantemente soluções para essas ineficiências através da eliminação das fontes geradoras de desperdícios.

Para o engenheiro Taiichi Ohno, idealizador do sistema Toyota, as perdas podem ser classificadas em sete grandes grupos, são eles:
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Investimentos da Indústria de Transformação.


A FGV consultou 762 empresas com vendas totais de R$ 459,9 bilhões em 2008, entre os dias de 12 de outubro e 30 de novembro, acerca de três temas: investimento, faturamento e emprego.

Em 2009, os indicadores pesquisados mostram uma piora em relação ao final de 2008. Das empresas pesquisadas, 29% planejam investir em máquinas e equipamentos e 43% esperam reduzir os investimentos. No ano de 2008, 51% manifestaram o desejo de ampliá-los e 19% de diminuí-los. Quanto ao faturamento, 35% das empresas previam aumento das vendas, inferior aos 65% registrados em 2008. Houve redução no faturamento de 41% das empresas em 2009. No que se refere ao emprego, as contratações caíram de 44% para 31%, ao passo que os cortes de postos de trabalho aumentou de 15 % em 2008 para 36% em 2009.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sistemas de Amortização


Por: Bráulio Wilker Silva


1.1 Introdução


Quando realizamos um empréstimo para a execução de um projeto de investimento, o valor das prestações é calculado em função de um sistema de amortização (SA).

A amortização pode ser definida como a redução gradual de uma dívida em virtude de pagamentos periódicos combinados entre o credor e o devedor.  O pagamento de uma divida inclui a restituição do capital principal acrescidos de juros correspondentes à utilização desse capital.

Prestação = amortização + juros

Dentre os sistemas de amortização, os principais são:


  1. Sistema de Pagamento Único (SPU): um pagamento ao termino do período.
  2. Sistema de Pagamento Variável (SPV): n pagamentos diferenciados.
  3. Sistema de Amortização Americano (SAA): juros calculados em cada período e pagamento no final.
  4. Sistema Price ou Francês (SFA): o valor das prestações são iguais.
  5. Sistema de Amortização Constante (SAC): amortização constante e igual em cada período.
  6. Sistema Alemão: o pagamento de juros é antecipado e com prestações iguais.
  7. Sistema de Amortização Misto (SAM): os pagamentos são as médias entre o sistema de amortização constante (SAC) e o Price. 


Neste artigo, faremos um análise de todos os sistemas citados acima considerando um empréstimo fictício de R$ 100.000,00 que será pago ao término de 4 meses à taxa de juros de 3,0% ao mês.


1.2 SISTEMA DE PAGAMENTO ÚNICO


Nesse sistema o devedor paga toda a dívida em somente um pagamento ao fim do tempo n = 4 períodos.  Usos mais frequentes: letras de câmbio, títulos descontados em bancos, certificados a prazo fixo com renda final. Calcula-se o valor total pela seguinte fórmula:




Onde:
M = montante;
C = capital;
I = taxa de juros

n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
0
00
100.000,00
0

1

103.000,00
3.000,00

2

106.090,00
3.090,00

3

109.272,70
3.182,70

4
115.927,40
112.550,88
3.278,18
100.000,00
Total
115.927,40
115.927,40
15.927,40
100.000,00


1.3 SISTEMA DE PAGAMENTOS VARIÁVEIS


Os pagamentos dos valores variáveis são feitos periodicamente. Os juros do saldo devedor só são pagos no final de cada período. Nesse sistema o pagamento é realizado de acordo com as condições do devedor ou conforme acordo prévio.

O devedor, conforme prévio acordo com o credor, pagará a divida assim:
1)      1° mês: juros + R$ 12.500,00
2)      2° mês: juros + R$ 15.000,00
3)      3° mês: juros + R$ 25.000,00
4)      4° mês: juros + R$ 47.500,00

n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
0

100.000,00
0
0
1
15.500,00
84.500,00
3.000,00
12.500,00
2
17.535,00
66.965,00
2.535,00
15.000,00
3
27.008,95
39.956,05
2.008,95
25.000,00
4
48698,68
0
1.198,68
47.500,00
Total
108.742,63
0
8.742,63
100.000,00


1.4 SISTEMA AMERICANO


No Sistema Americano, os juros da divida são pagos periodicamente, enquanto o principal é pago somente na última prestação. Até a penúltima prestação são pagas apenas parcelas constantes de juros. Ocorre quando realizamos um empréstimo em que temos um período de carência em que é cobrado apenas o juro composto, pois o principal é pago na última parcela. É frequente quando se penhora uma joia ou se paga o juro da dívida externa brasileira.

n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
00

100.000,00

0
01
3.000,00
100.000,00
3.000,00

02
3.000,00
100.000,00
3.000,00

03
3.000,00
100.000,00
3.000,00

04
103.000,00
0
3.000,00
100.000,00
Total
112.000,00

12.000,00
100.000,00


1.5 SISTEMA FRANCÊS (PRICE)


Calcula as prestações constantes, em outras palavras, cada prestação é igual à de qualquer outra que compões a divida. Apesar de possuir valor igual, cada prestação é composta por diferentes parcelas de juros e amortização.  A parcela de juros vai se reduzindo conforme a divida vai sendo paga. Contrariamente, as amortizações são menores nas primeiras prestações e cresce conforme a divida vai sendo paga.

É o mais usado nas transações comerciais a prazo, no setor financeiro e de capitais. Esse sistema utiliza o critério de renda imediata (parcela periódica, igual e sucessiva) com primeiro pagamento ao término do primeiro período contratado. Trata-se de um sistema muito utilizado em bancos e construtoras para o financiamento imobiliário. Sobre os sistemas de amortização no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, a Lei 11.977 de 2009 é clara:

“Art. 15-B.  Nas operações de empréstimo ou financiamento realizadas por instituições integrantes do Sistema Financeiro da Habitação que prevejam pagamentos por meio de prestações periódicas, os sistemas de amortização do saldo devedor poderão ser livremente pactuados entre as partes.

§ 1o  O valor presente do fluxo futuro das prestações, compostas de amortização do principal e juros, geradas pelas operações de que trata o caput, deve ser calculado com a utilização da taxa de juros pactuada no contrato, não podendo resultar em valor diferente ao do empréstimo ou do financiamento concedido.

§ 2o  No caso de empréstimos e financiamentos com previsão de atualização monetária do saldo devedor ou das prestações, para fins de apuração do valor presente de que trata o § 1o, não serão considerados os efeitos da referida atualização monetária.

§ 3o  Nas operações de empréstimo ou financiamento de que dispõe o caput é obrigatório o oferecimento ao mutuário do Sistema de Amortização Constante - SAC e de, no mínimo, outro sistema de amortização que atenda o disposto nos §§ 1o e 2o, entre eles o Sistema de Amortização Crescente - SACRE e o Sistema Francês de Amortização (Tabela Price).”

É importante ressaltar que conforme a Lei 8.078 de 1990, a metodologia de aplicação do juro deve ser claramente definida no contrato entre as partes.

No nosso exemplo fictício, o valor de cada prestação é dado por:



Onde K é uma constante calculada por:





No nosso problema temos:

PV = 100.000,00
N = 4
I = 3,0%
P = K x PV ..................     P = K x 100.000,00





K = 0,269027045
logo, P=100.000,00 x 0,269027045 = 26.902,70

n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
00
0
100.000,00
0
0
01
26.902,70
76.097,30
3.000,00
23.902,70
02
26.902,70
51.477,51
2.282,91
24.619,78
03
26.902,70
26.119,13
1.544,32
25.358,37
04
26.902,70
0
783,57
26119,13
Total
107.610,80
0
7.610,80
100.000,00


1.6 SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES


Nesse sistema, o valor da amortização do principal é igual em cada prestação. Somente os juros e o valor total das prestações é que variam. Inicialmente as prestações são altas e tendem a baixar até o final do financiamento. Esse sistema foi e é amplamente utilizado no financiamento da casa própria. Para encontra o valor das parcelas de amortização basta dividir o capital pelo número de parcelas de amortização. 
No nosso exemplo, 100.000 / 4 = 25.000

p = a + j



Logo:

n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
00
0
100.000,00
0
0
01
28.000,00
75.000,00
3.000,00
25.000,00
02
27.250,00
50.000,00
2.250,00
25.000,00
03
26.500,00
25.000,00
1.500,00
25.000,00
04
25.750,00
0
750,00
25.000,00
Total
107.500,00
--
7.500,00
100.000,00


1.7 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO ALEMÃO


No sistema alemão os juros são pagos antecipadamente em iguais prestações. O primeiro pagamento nada mais é que os juros cobrados no momento da operação financeira.

Fórmulas:



















n
Pagamento
Saldo devedor
Juros
Amortização
0
3.000,00
100.000,00
3.000,00

1
26.153,55
76.130,37
2.283,91
23.869,64
2
26.153,55
51.522,50
1.545,68
24.607,87
3
26.153,55
26.153,57
784,61
25.368,94
4
26.153,55
0
0,00
26.153,55
Total
107.614,19

7.614,19
100.000,00

1.8 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTO

No Sistema de Amortização Misto as prestações são obtidas pela média aritmética das prestações obtidas no Sistema Francês de Amortização (SFA ou Price) e no Sistema de Amortização Constante.


Trata-se de um sistema de amortização criado pelo agora extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1979, sendo muito utilizado nos financiamentos habitacionais. 










1.9 CONCLUSÕES

No sistema financeiro, em especial no setor creditício, os sistemas de amortização se referem ao modo como ocorre a devolução do capital emprestado, considerando o custo do dinheiro. Essas operações envolvem múltiplos sistemas de amortização com e sem correção monetária. Neste artigo, tratamos apenas dos sistemas sem considerar correções monetárias, para efeito de simplificação. 

Os resultados obtidos para um mesmo financiamento em diferentes sistemas de amortização nos permite elaborar um quadro comparativo dos sistemas a fim de escolher o mais adequado para cada situação. 

Pag.
SPU
SPV
SAA
SFA
SAC
Alemão
SAM
0





3.000,00

1

15.500,00
3.000
26.902,70
28.000
26.153,55
27.451,35
2

17.535,00
3.000
26.902,70
27.250
26.153,55
27.076,35
3

27.008,95
3.000
26.902,70
26.500
26.153,55
26.701,35
4
115.927,40
48698,68
103.000
26.902,70
25.750
26.153,55
26.326,35
Total
115.927,40
108.742,63
112.000
107.610,80
107.500
107.614,19
107.555,40
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